A (R)EVOLUÇÃO ESPIRITUAL É IMINENTE

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A partir de um relevante fato ocorrido em junho de 2015, venho fazer uma breve análise sobres esse momento de elevação da “consciência espiritual” da sociedade.

No último ano,  o carismático e inovador Papa Francisco, fez publicamente uma declaração acerca das novas frentes da igreja católica, frentes essas que deveriam ter sido incorporadas há tempos, pois são imiscuídas na própria essência das religiões cristãs. Argumento corroborado pela afirmação de Carl Treuman em ‘A essência da mente cristã’: “… a mente cristã é, acima de tudo, uma mente humilde”.

E prossegue no mesmo sentido argumentando que:

Assim, para aqueles que amam teologia, é muito fácil se ver totalmente absorto nos detalhes de vários debates ou movimentos teológicos. Isso é bom: todas essas pessoas precisam ser alcançadas com o evangelho e nutridas na fé. Ortodoxia e crenças corretas são fundamentais para a saúde e o bem estar da igreja. Entretanto, esse alcance, nutrição e saúdem também dependem em grande parte de cultivar a mente de Cristo. (grifo nosso)

Longe de discutir se o Sumo Pontífice estaria afirmando a existência de seres extraterrestres ou apenas utilizando de linguagem metafórica para que tenhamos o amor ágape que Jesus nos apresentou, para com o próximo independente de qualquer estigma, que haja acolhimento; que haja fraternidade. O que é demonstrado com convicção, é que a igreja católica atualmente porta uma insigne postura, louvável e coerente com todos seus princípios, apartando-se de forma gradual dos seus dogmas. O tradicionalismo e intransigência das normas cristãs se constituíra algo tão arraigado na própria religião, o que por vezes motivou guerras e levou os fieis à própria morte, que já era algo tido como natural; transparecendo uma sintonia desta pseudo imutabilidade com o íntimo resplendor da Igreja.

Temos então agora, o exemplo da atitude do membro mais influente da igreja que permanece sendo predominante nas escolhas religiosas dos povos ao redor do mundo. Este momento é memorável! Não apenas pela lição de tolerância e compreensão, mas que em uma realidade permeada por guerras entre diferentes e até mesmo entre iguais, onde tudo é motivo, e o que não for, torna-se por força do que convém e “em nome de um bem maior”, a fraternidade não somente aquela exibida nas igrejas, templos ou locais de adoração e práticas de comunhão de crenças, e sim a fraternidade como categoria política, instituída na sociedade é umas das principais formas para viabilizar o diálogo e enriquecimento empírico e intelectual da humanidade, criando novas noções de relações interpessoais.

Como assevera Antonio Maria Baggio (2009):

… o século XX desenvolveu importantes antídotos e alternativas à dupla tentativa de aniquilamento da civilização relacional praticada pelos totalitarismos e pelas fragmentações. Estamo-nos referindo (permanecendo no plano da reflexão filosófica), sobretudo, aos vários filões de pensamento que, ao longo do século XX e no enfrentamento de seus dramas, começaram a percorrer os caminhos de uma nova reflexão dialógica, a sondar as dimensões da alteridade e do personalismo, para abrir-se, de diferentes formas, a um novo paradigma relacional – quer do ponto de vista ontológic0, quer do ético – , como constitutivo da consciência e da realidade.

Por que falar disso agora? Porque é necessária uma evolução pessoal em cada um de maneira imediata. Vejamos o próximo como parte de um todo, qual também pertencemos e somos eternamente responsáveis. Estamos inseridos em um campo de energia e a resposta para seu desamparo vem da sua mente que ainda não está aberta para a ideia de redenção coletiva.

Referências:

BAGGIO, Antonio Maria. A inteligência fraterna. Democracia e participação na era dos fragmentos. Em : O Princípio esquecido / 2 : Exigências, recursos e definições na fraternidade política / Antonio Maria Baggio, (organizador); [traduções Durval Cordas, Luciano Menezes Reis]. – Vargem Grande Paulista, SP: Editora Cidade Nova, 2009.

TREUMAN, Carl. A essência da mente cristã. Traduzido por: Filipe Schulz. Disponível em: <http://reforma21.org/artigos/a-essencia-da-mente-crista.html&gt; Acessado em 19 jan 2016, às 13h10min.

 

ABSENTEÍSMO DOCENTE

Meu primeiro post é sobre um assunto que muito interessa aos meus colegas docentes. Pouco antes de terminarmos o semestre letivo – 2015.1 – estávamos conversando eu e Edilene na escola na qual damos aula, sobre o que seria ABSENTEÍSMO DOCENTE, na brincadeira cogitávamos inúmeras possibilidades da real acepção do termo. Isto porque, a edição no. 82 da Revista Construir Notícias veio com o tema em sua capa: “ABSENTEÍSMO DOCENTE ” e atrás, uma frase relativa àquele “PROFESSOR QUE FALTA FAZ FALTA”.

Então, hoje resolvi parar um pouquinho e ler sobre o assunto, um artigo esplêndido escrito pela Ph.D. em Educação, Rosangela Nieto de Albuquerque.

Em uma leitura atraente e muito informativa, pude perceber pontos educacionais, políticos e sociais que faz referência à crise na educação familiar e a mudança social acelerada que incidiu brutalmente sobre o cotidiano escolar, e um dos reflexos do seu corolário foi o dito ABSENTEÍSMO DOCENTE que é visto conforme a autora “como uma estratégia de defesa, como mecanismo de fuga da dor e do sofrimento, aumentando o percentual de solicitações de remoção, de evasão e de desvio de função”. Ocorrências estas causadas devido a frustração do professoarado ao ver suas atividades banalizadas, cujas teriam o escopo de alcançar o ideal de qualquer docente, ou seja, a crença de que a educação TRANSFORMA, gerando deste modo, uma desmotivação; um estresse laboral no educador.

O que torna-se essecial ressaltar no que remete a esta matéria, é que se faz necessário uma maior interação entre gestor, professor e estudante. A este, porque como parte intrínseca do trabalho e resultado do professor, “se não sabem para onde vão, qualquer lugar serve”, ao professor cabe a conscientização de sua importância no processo educativo e na escassez de profissionais comprometidos e competentes é infelizmente a realidade nacional, por fim aqueles, são os responsáveis por mediar a relação entre educador e educando, e ao mesmo tempo que equilibra a compreensão dos problemas dos professores, demosntra firmeza para estabelecer rotinas que reduzam as ausências, segundo a autora. Os gestores tem um papel crucial também planejar uma organização que rompa com a práxis pedagógica ultrapassada e obsoleta de não ter um projeto que abarque a previsão da ausência de docentes o que acarreta o não cumprimento de atividades educacionais pelos alunos, também fazendo falta perante os alunos, tanto quanto os professores.

Não poderia deixar de reescrever o seguinte parágrafo:

Nóvoa (1999) enfatiza que os valores que sustentavam a profissão docente caíram em desuso em virtude da evolução social e da mudança nos sistemas educativos. Para o autor, o velho modelo não serve mais à ação pedagógica nem à profissão docente; os ideais da educação necessitam ser reexaminados. Os professores se veem em um enorme conflito, pois necessitam refazer suas identidades e aderir a novos valores. O que poderá contribuir para o novo fazer pedagógico é, justamente, uma reflexão crítica sobre a função de ser professor.

A autora traz metas “REINTERESANTES (leia-se em espanhol)” para se fazer realmente EDUCAÇÃO, vale muito a pena conferir.

OBS.: Não havia notado inicialmente que ABSENTEÍSMO, lembra a palavra em inglês “ABSENT” que significa ausente. E eu que cobro isso tanto dos meus alunos na hora da chamada nem havia me despertado para essa ironia.

#ConstruirNotícias #ABSENTEÍSMODOCENTE#EducaçãoBrasileira #Pedagogia#RosangelaNietodeAlbuquerque

 

Olá, mundo!

O meu escopo na criação deste blog é escrever posts para aqueles que se dedicam ao estudo da sociedade e das possibilidades de aperfeiçoar o convívio entre todos que dela participam.

Pessoas que assim como eu são obcecadas por Direitos Humanos e Fraternidade, bem como ligadas às vertentes de gênero e inclusão irão se envolver e sentir-se atraídos pela leitura, sem dúvidas.

Vamos conferir?  #AVANTE